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Governo propõe mudanças de tributação para conter importação de leite em pó

GOVERNO PROPÕE MUDANÇAS DE TRIBUTAÇÃO PARA CONTER IMPORTAÇÃO DE LEITE EM PÓ

O Governo do Paraná tomou nesta segunda-feira duas medidas para proteger os produtores de laticínios do Estado diante da concorrência com a importação de leite em pó e queijo mussarela. Ambas as medidas envolvem mudanças nas normas do Imposto sobre ICMS, demanda do setor produtivo para proteger a produção local diante do aumento expressivo da importação de leite desde 2022. A primeira decisão foi a publicação do Decreto que altera a cobrança do ICMS na importação dos dois produtos. Além disso, o Governo encaminhou à Assembleia projeto de lei para alterar a legislação do ICMS da importação do leite em pó e do queijo mussarela. Até então, a importação de qualquer laticínio no Paraná tinha isenção total de ICMS. Com as mudanças, a importação dos dois produtos passa a ter taxação de ICMS. Dessa maneira, tanto o leite em pó quanto o queijo mussarela importados passam a pagar taxa de ICMS de 7% – valor mínimo de cobrança do imposto, já que ambos os produtos fazem parte da cesta básica e, por isso, não podem ser taxados na alíquota cheia de 19,5%. No Paraná, os maiores importadores dos dois produtos são as indústrias, para quem passa a valer a regra. Com o decreto, a importação desses dois laticínios também perde o benefício do crédito presumido de 4% de ICMS. O crédito presumido é uma ferramenta de incentivo fiscal que permite abater o ICMS de outros créditos. O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, explicou que um dos pontos que o Estado pretende controlar é a importação de países do Mercosul.
Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

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