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Vendas de empresas do Paraná para outros estados crescem 211% em sete anos

As empresas do Paraná ampliaram em 211% a venda de mercadorias para outros estados brasileiros nos últimos sete anos, de 314 bilhões de reais em 2018 para 978 bilhões em 2025. É o que aponta uma análise do Ipardes, Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, que avalia que os investimentos em infraestrutura como um fator determinantes nesse aumento. Os dados são do Confaz, Conselho Nacional de Política Fazendária, do Ministério da Fazenda, que disponibiliza as estatísticas com base na emissão de Notas Fiscais Eletrônicas. O avanço é puxado tanto pelo crescimento da atividade econômica quanto pelos investimentos em infraestrutura e logística, que facilitaram o escoamento da produção e a conexão com outros mercados. Nos últimos anos, o Estado avançou na duplicação e modernização de rodovias estratégicas com investimentos próprios, além de estruturar o maior pacote de concessões rodoviárias da América Latina. Também houve mudanças estruturais em outros modais. Os aeroportos de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu foram concedidos à iniciativa privada, ampliando a capacidade e a eficiência do transporte aéreo. Para o presidente do Ipardes, Jorge Callado, a combinação desses fatores criou um ambiente mais favorável para o comércio interestadual.

Outro fator a ser considerado é tributário. Empresas paranaenses do Simples Nacional tem a menor carga tributária do Brasil, com uma alíquota efetiva média do ICMS de 2,3%, valor abaixo da média nacional, que é de 2,8%. A Secretaria da Fazenda também tem regras que modificam a base de cálculo para apoiar negócios em operações interestaduais. Além disso, o Paraná é o único estado com isenção total para carnes bovina, suína, peixe, frango e ovos, o que ajuda na competitividade de preços, e incluiu a produção de queijos, requeijão e doce de leite no rol de isenções em 2025 para fomentar a produção artesanal. Com uma estrutura mais eficiente, o Paraná também se tornou mais atrativo para novos negócios. Como consequência, o Estado registrou a atração recorde de investimentos privados, que somam quase 400 bilhões de reais desde 2019. Os recursos contemplam tanto a instalação de novas empresas quanto a expansão de operações já existentes.

Foto: Ari Dias/AEN

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