Um balanço da Copel mostra que 3 mil 607 postes precisaram ser substituídos ao longo de 2025 no Paraná, após colisões de veículos contra a rede elétrica. O problema segue entre as principais causas externas de interrupção no fornecimento de energia no Estado, com prejuízos para motoristas, consumidores e para a sociedade. Apesar da redução em relação a anos anteriores, o número ainda é alto. Em 2024, foram 3 mil e 700 ocorrências. Em 2023, 3 mil 757. Em 2022, 3 mil 885. Já em 2021, 3 mil 962 casos. Em números absolutos, Curitiba, Londrina e São José dos Pinhais concentram mais registros. Já na proporção por mil habitantes, aparecem municípios menores. Em Ortigueira, foram 47 ocorrências para uma população de 24 mil e 100 habitantes. Em Reserva, 37 casos para 24 mil e 500 habitantes. Em Tibagi, 36 ocorrências para 19 mil e 900 moradores. Cada colisão exige ação imediata das equipes da Copel. O serviço inclui isolar a área, substituir o poste, recompor a rede e religar os consumidores. Em média, a troca completa leva cerca de quatro horas, podendo demorar mais conforme os danos, as condições de segurança e o local do acidente. Na área rural, o tempo de deslocamento também influencia. O gerente de projetos da Copel, Rafael Radaskievcz, faz um alerta.
Ele reforça que investimentos contínuos em automação da rede têm ajudado a reduzir o número de clientes afetados durante essas ocorrências, mas que o problema ainda exige atenção especial dos motoristas.
Os custos variam conforme o tipo de poste e os equipamentos instalados. Em 2025, a média de cobrança ao responsável pela colisão foi de 5 mil e 500 reais por unidade. A Copel reforça que a segurança deve ser prioridade. Em acidentes com cabos sobre o veículo ou no chão, o motorista deve permanecer dentro do carro e acionar a Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Se for necessário sair do veículo, a orientação é abandonar o carro com os pés juntos e se afastar com pequenos saltos, para evitar o risco de choque elétrico.
Foto: Copel


