Lei em SC permite classificação do fumo diretamente na propriedade rural
Uma nova legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) promete mudar a forma como o tabaco é comercializado no estado. O projeto autoriza que a classificação das folhas de fumo seja realizada diretamente na propriedade do agricultor, antes mesmo da venda para a indústria.
Até então, a avaliação da qualidade do produto — fator que define o preço pago ao produtor — era feita exclusivamente pelas empresas compradoras. Com a nova regra, os agricultores passam a ter mais autonomia no processo de negociação e podem apresentar o fumo já classificado, o que tende a ampliar a transparência e o poder de escolha na hora da comercialização.
A proposta foi defendida como uma forma de reduzir a dependência do produtor em relação às indústrias fumageiras. Atualmente, quando o agricultor não concorda com o valor oferecido pela primeira empresa que analisa sua produção, muitas vezes precisa arcar com custos de transporte para tentar vender a carga a outro comprador. A mudança busca evitar esse tipo de situação e facilitar as negociações.
O novo modelo prevê que a classificação das folhas seja feita com acompanhamento técnico e com base em tabelas padronizadas, que trazem critérios e imagens para orientar o processo. Dessa forma, a intenção é tornar o sistema mais claro e equilibrado para todos os envolvidos na cadeia produtiva.
A fumicultura é uma atividade importante para a economia catarinense e envolve milhares de famílias no campo. Estimativas apontam que mais de 65 mil famílias cultivam fumo em cerca de 118 municípios do estado, movimentando uma cadeia econômica significativa no setor agrícola.



