A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná reforça a campanha Agosto Laranja para a conscientização sobre a esclerose múltipla, uma doença de causas desconhecidas, sem cura e que atinge pessoas em todo o mundo. A ação é um movimento nacional para ajudar na desmistificação da doença e auxiliar no diagnóstico precoce. Trata-se de uma doença neurológica, crônica e autoimune, ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. A esclerose múltipla causa um processo inflamatório que pode atingir diversas partes do sistema nervoso central. Quando não tratada, a pessoa apresenta piora de sintomas em diferentes momentos da vida, como inflamações atingindo áreas do cérebro, nervos ópticos e medula espinhal. Embora as causas sejam desconhecidas e não ter cura, a esclerose múltipla é foco de estudos e tem mapeada sua maior incidência entre pessoas de 20 a 50 anos, de ambos os sexos. Os sintomas podem ser triviais. Por isso, a importância de estar atento e buscar atendimento – entre eles, fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares, disfunção intestinal e da bexiga. Mais de 40% das pessoas com EM também sofrem de dor crônica. Surtos ou ataques agudos podem ser controlados com medicamentos. Dados da secretaria da saúde apontam que, em 2025, foram atendidas 321 pessoas com a doença no Paraná. Neste ano, até o mês de maio, 103. O Brasil apresenta uma ocorrência média de 8,69 casos por 100 mil habitantes, e, assim como no mundo, varia de acordo com a região. Ela é menor no Nordeste e maior na região Sul. As pessoas com os sintomas devem buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde para o diagnóstico e, no caso de confirmação, iniciar o tratamento, que é feito por um especialista de neurologia. O tratamento atual, por meio do SUS, possibilita, além do controle dos surtos, evitar ou reduzir efeitos da doença como retenção urinária, dificuldade de fala e locomoção.



