“Crime de feminicídio não é passional, mas de ódio”, alerta delegada em SC
No mês do Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, a Polícia Civil de Santa Catarina reforça a importância da denúncia como instrumento fundamental para interromper ciclos de violência e prevenir casos mais graves, incluindo o feminicídio.
A delegada Patrícia Maria Zimmermann D’Ávila, coordenadora estadual das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMIs), chama a atenção para a necessidade de desconstruir a ideia de que o feminicídio seria resultado de uma suposta “paixão”.
Segundo a delegada, trata-se de um crime relacionado à violência e ao ódio, e não ao amor. “Crime de feminicídio não é passional, mas de ódio. Não existe amor em quem tira a vida de outra pessoa”, alerta Patrícia.
A Polícia Civil destaca ainda que o aumento das denúncias de agressões, ameaças e outras formas de violência é fundamental para que os órgãos de segurança possam agir antes que a situação evolua para consequências ainda mais graves.
Em Santa Catarina, até o momento, já foram solicitadas mais de 19 mil medidas protetivas de urgência, mecanismo previsto na legislação para resguardar mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
O alerta ganha ainda mais relevância neste ano, marcado pelos 20 anos da Lei Maria da Penha, legislação que estabeleceu mecanismos de prevenção e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil.
A orientação das autoridades é para que situações de violência não sejam naturalizadas ou silenciadas. A denúncia pode ser o primeiro passo para romper o ciclo de agressões e garantir proteção à vítima.



