Morte de adolescente gera comoção e revolta em redes sociais
Nesta segunda-feira (19), a jovem Brenda Cristina Rodrigues, de 17 anos, faleceu no Hospital APMI, onde estava internada. Conforme informações apuradas, a adolescente teria sido diagnosticada com pneumonia.
O caso gerou revolta entre familiares, que questionam o atendimento prestado antes da internação. De acordo com a mãe da jovem, que se manifestou por meio de publicações nas redes sociais, dias antes do falecimento a família teria procurado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de União da Vitória, após Brenda apresentar falta de ar.
Ainda segundo os relatos, a mãe divulgou imagens de dois receituários, alegando que a jovem não teria recebido a devida atenção necessária diante do quadro apresentado e recebido medicamentos para ansiedade e vitaminas do complexo B.
A família cobra esclarecimentos sobre a conduta adotada no atendimento inicial.
Até o momento, não há informações oficiais sobre possíveis apurações ou posicionamento da unidade de saúde citada. O caso segue gerando comoção e repercussão nas redes sociais.
A UPA possui gestão de uma empresa terceirizada, em nota a Prefeitura de União da Vitória manifestou seu pesar pelo falecimento da jovem Brenda e se solidarizou com os familiares e amigos. E informou que todos os fatos relacionados ao caso estão sendo apurados.
Nota Oficial – Atendimento na UPA de União da Vitória
A Prefeitura de União da Vitória manifesta sua solidariedade e profundo pesar à família e aos amigos da paciente que veio a óbito na segunda-feira, dia 19, após atendimento inicial na UPA do município e posterior internação em hospital da rede privada.
A administração da UPA é realizada por empresa terceirizada desde 2022, contratada por meio de edital de chamamento público, sendo esta responsável pela gestão da unidade e pela contratação dos profissionais médicos.
Diante dos fatos, o Município informa que deu início a processo administrativo para averiguar os serviços prestados pela empresa responsável pela gestão da UPA, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias relacionadas ao atendimento prestado à paciente.
Compete ao Município a condução desse processo administrativo no âmbito do contrato de gestão, visando apurar eventuais falhas e adotar as providências cabíveis, conforme previsto na legislação vigente e nos instrumentos contratuais.
A Prefeitura esclarece, ainda, que a apuração técnica e a investigação do caso clínico competem aos órgãos competentes, que possuem autonomia para analisar a conduta médica e assistencial, bem como os demais aspectos envolvidos.
O Município permanece à disposição das autoridades para colaborar com todas as informações necessárias e reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade na gestão da saúde pública e a melhoria contínua dos serviços prestados à população.
Foto: Redes Sociais


