Paraná monitora arboviroses com sistema eficiente e de baixo custo
O combate às arboviroses no Paraná ganhou um aliado eficiente e estratégico que tem apresentado resultados práticos na saúde pública. Diferente das ações tradicionais de limpeza e monitoramento, a ovitrampa funciona como uma armadilha inteligente e de baixo custo. O sistema é formado por um vaso plástico preto preenchido com água, onde é inserida uma palheta de madeira áspera. Esse ambiente simula o local ideal para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Atraída pela água, a fêmea deposita ovos na palheta de madeira. As armadilhas são instaladas em residências e comércios, distribuídas de forma homogênea, respeitando a distância de 300 a 400 metros entre cada uma. Após um período de cinco a sete dias, a equipe técnica municipal recolhe o material para análise. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressaltou que a pasta vem capacitando equipes que trabalham nesse controle há vários anos para que houvesse essa implantação completa do sistema de ovitrampas.
Na análise das palhetas, que é feita em laboratório, é possível calcular a positividade, ou seja, a indicação da presença do mosquito, a densidade de ovos, que mede a quantidade de fêmeas na região e ainda determina a média geral de infestação do território. Com essas informações, é possível direcionar, com maior precisão, o controle vetorial. O sistema de ovitrampas substitui o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti como principal metodologia de monitoramento do mosquito. A diferença é que o método antigo era realizado no máximo em ciclos de monitoramento bimestrais e a abrangência ocorria por amostragem de sorteio, o que levava a resultados momentâneos. Já a frequência das ovitrampas é quinzenal e abrange 100% do território urbano, gerando dados constantes. Porém, o Levantamento Rápido de Índices permanece, com aplicação uma vez ao ano, entre outubro e novembro, como atividade complementar para identificar os tipos de criadouros predominantes, uma vez que esta metodologia busca encontrar larvas do vetor nos depósitos presentes no ambiente.
Foto: SESA



